quarta-feira, 20 de julho de 2011




A partir do século XVIII, acontecimentos como as Revoluções Francesa e
Industrial, mudaram a estrutura de muitas peças, popularizando-as através de formas
como o melodrama. Nessa época, em todo o mundo, surgiram inovações estruturais,
como o elevador hidráulico, a iluminação a gás e elétrica (1881). Os cenários e os
figurinos começaram a ser melhor elaborados, visando transmitir maior realismo, e as
sessões teatrais passaram a comportar somente uma peça. Diante de tal evolução e
complexidade estrutural, foi inevitável o surgimento da figura do diretor.


O teatro do século XX se caracteriza pelo ecletismo e quebra de tradições,
tanto no "design" cênico e na direção teatral, quanto na infra-estrutura e nos estilos de
interpretação. Podemos dizer, sob esse prisma, que o dramaturgo alemão Bertolt
Brecht foi o maior inovador do chamado teatro moderno. Hoje, o teatro
contemporâneo abriga, sem preconceitos, tanto as tradições realistas como as nãorealistas.

TEATRO NO BRASIL

Do século XVII ao início do século XIX o teatro é marcadamente colonial,
fortemente influenciado pelo teatro português. Os primeiros textos, como o Auto da
festa de S. Lourenço, do padre José de Anchieta, são escritos pelos jesuítas de
Piratininga, numa mistura de espanhol, português e tupi-guarani. Visam a catequese e
são encenados pelos indígenas. Em Minas Gerais, durante o século XVIII, atores
portugueses visitam Vila Rica. A única peça local preservada é O parnaso
obsequioso, de Cláudio Manuel da Costa, em homenagem ao aniversário do
governador. No Rio de Janeiro, na segunda metade do século XVIII, o Teatro do
padre Ventura encena as "óperas" - na verdade, comédias entremeadas de canções -
de Antônio José da Silva, o Judeu (Guerras do Alecrim e Mangerona), autor nascido
no Brasil mas que vive praticamente toda sua vida em Portugal. E o Teatro de
Manuel Luís importa espetáculos de Portugal e da Espanha . As representações
acontecem principalmente em ocasiões festivas, quando grupos amadores montam,
em praça pública, peças de tom popular, louvando as autoridades. Depois que a sala
do padre Ventura é destruída por um incêndio (1769) e a de Manuel Luís é fechada,
d. João VI manda construir, em 1810, o Real Teatro de São João, atual João Caetano,
onde também se exibem atores portugueses. Só no romantismo surge um teatro com
características nacionais.

Origem do Teatro Parte 01



ORIGEM DO TEATRO

A palavra "teatro" deriva dos verbos gregos "ver, enxergar" (theastai). Na
Grécia antiga, os festivais anuais em homenagem ao deus Dionísio incluíam a
representação de tragédias e comédias. A seguir, todos os papéis eram representados
por homens, pois não era permitida a participação de mulheres. O espaço utilizado
para as apresentações, em Atenas, era somente um grande círculo. Com o passar do
tempo, o teatro grego se profissionalizou e surgiram os primeiros palcos elevados. Os
escritores cuidavam de todas as etapas de produção de uma peça.

O teatro romano, influenciado pelos gregos, também ia se desenvolvendo, na
mesma época, através de nomes como Plauto e Terêncio. Enormes tendas, com
capacidade de abrigar quarenta mil pessoas, eram erguidas em Roma para as
encenações. E foram os romanos que criaram a pantomima, que, por meio de música,
era realizada por um ator mascarado que representava todos os papéis.

O teatro chegou a ser considerado uma atividade pagã por força do
Cristianismo, o que prejudicou muito o seu desenvolvimento. Paradoxalmente, foi a
própria Igreja que "ressuscitou" o teatro, na era da Idade Média, através de
representações da história de Cristo. Enquanto isso, atores espanhóis profissionais
trabalhavam por conta própria e recebiam patrocínio dos autores de comédia, através
de festivais religiosos que eram realizados nas cortes da Espanha, com alta influência herdada das encenações italianas.



Foi no país "da bota" que surgiu o inovador teatro renascentista, provocando a
bancarrota do teatro medieval. Este teatro dito humanista desenvolvido pelos
italianos, influenciou decisivamente outras nações européias, por meio de caravanas
realizadas por companhias de Commedia Dell'Arte. Outra novidade italiana foi a
participação de atrizes, além das evoluções cênicas, com o advento da infra-estrutura
interna de palco. Inglaterra e França "importaram" as mudanças italianas e
incorporaram-nas em seus intrínsecos estilos teatrais, com destaque para Shakespeare
e Molière, respectivamente.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Calculando Ângulos de Abertura


Durante minhas passagens por teatros e espaços que possuem estruturas de
iluminação, tenho encontrado diversas vezes equipamentos que foram adquiridos e
instalados, sem nenhum a preocupação com os resultados desses equipamentos quanto
às áreas de incidência luminosa no palco.
Isso se dá também muitas vezes quando companhias alugam equipamentos para seus
espetáculos.
A que se deve isso?

Pois bem , vamos entender porque os fabricantes apresentam em seus catálogos e
manuais, os ângulos "beam " e " field" de seus equipamentos.
Ângulo de abertura beam é aquele que proporcionará a menor área de focagem desse
equipamento com seus respectivos jogos de lentes ou " lentes solitárias" .
Já o ângulo field, será aquele que proporcionará o maior ângulo de abertura, ou seja,
uma maior área de incidência luminosa.
Por isso mesmo, temos que antecipadamente, saber qual a área a ser iluminada por
esses ângulos e seus intermediários, pois, se comprarmos ou locarmos um
equipamento cujos ângulos não forem compatíveis com as distâncias entre varas e
palco, poderemos ter sérios problemas em nossas criações.
Esse cálculo é bem simples, basta termos em mão a distância entre o equipamento e o
palco ou cenários que estarem os utilizando. Tendo isso, fica fácil agente calcular quais
as áreas menores e maiores de incidência da luz.

A fórmula é a seguint e:

D = 2 x d x tg(a/ 2)

onde D é o diâmetro em metros da área projetada, d é a distância do artefato
( equipamento) ao plano de incidência da luz e a o ângulo beam ou field.
Vamos supor que eu esteja utilizando um elipsoidal de abertura beam 20 graus e
abertura field 50 graus, num a distância de 15 metros da rotunda ou ciclorama.
Para o exemplo acim a teremos então:

Dbeam = 2 x 15 x t g ( 20/ 2) = 5,29m
Dfield = 2 x 15 x t g ( 50/ 2) = 13,99m

Com esses resultados em mãos podemos ter uma idéia do comportamento da
iluminação com mais exatidão. O que nos permite comprarmos ou locarmos
equipamentos adaquados.
Essa dica teve a colaboração do Lighting Designer
Osvaldo Parrenoud

A Arte e Ciência


Arte e ciência: um namoro antigo

A Arte é longa, a vida é curta.
(Hipócrates, apud Frederico Morais, 1998, p. 209)

Ao longo da história das artes, podemos verificar diferentes interações entre arte e ciência. Enfocaremos principalmente a relação entre teatro e ciência, porque o teatro é uma linguagem artística que congrega várias outras artes, como a música, o cinema ou a pintura. Portanto, de certo modo, na medida em que refletimos sobre o teatro estaremos incluindo outras artes. Outra razão para relacionar a ciência ao teatro refere-se ao fato de que a ciência é em si dramática. A ciência possui teatralidade própria porque o exercício da atividade científica pode envolver grandes controvérsias, disputas, ambição, argumentação, contra-argumentação, enfim, todos os elementos para uma excelente peça dramatúrgica.

Antes de nos debruçarmos sobre a relação teatro e ciência, vale a pena abordar, ainda que brevemente, relações entre ciência e tecnologia e outras modalidades de arte. A música, associada à ciência desde Pitágoras, atualmente guarda uma forte interação com a tecnologia, com a produção de sintetizadores e samplers que incrementam a multiplicação de inusitados sons em uma mesma composição musical e barateiam os custos de produção e reprodução. A relação entre música e tecnologia não apenas influencia a linguagem musical como também acarreta a discussão sobre novas questões relativas à produção musical e ao mercado, tais como a multiplicação das músicas e partituras via Internet e os direitos autorais.

Nas artes plásticas a relação entre arte e ciência também é antiga, e nesse âmbito podemos citar o uso que os renascentistas fizeram da matemática. Os pintores da época aplicavam princípios da matemática para conferir ilusão de volume, textura e proporção harmoniosas no intuito de reproduzir as feições anatomicamente corretas, em uma tentativa de retratar fielmente o corpo humano. Em 1632, Rembrandt pintou seu famoso quadro Lição de anatomia. A combinação entre arte e anatomia era uma via de mão dupla, pois também os médicos recorriam aos artistas renascentistas, que registravam graficamente, e com especial precisão, as dissecações anatômicas. Se dermos um pulo no tempo e pensarmos em Escher (1898-1972), identificaremos que o pintor holandês utilizou princípios da geometria na busca de reproduzir a noção de infinito. Diferentemente dos pintores renascentistas, que aplicaram recursos da matemática para reproduzir um mundo à semelhança da realidade, Escher utilizou a geometria para representar um mundo fantástico, que somente poderá ser encontrado em sua instigante obra.

Se pensamos na relação entre tecnologia e cinema, é possível afirmar que esta é uma arte que só foi possível pelo desenvolvimento de equipamentos tecnológicos que envolvem desde recursos fotográficos até sofisticados equipamentos de projeção atuais. A tecnologia na indústria cinematográfica influencia diretamente a linguagem da grande tela. A sonorização de imagens é um exemplo dessa influência, assim como o advento das cores, os efeitos visuais proporcionados pela computação gráfica ou a produção de telas que geram a ilusão de 360 graus. No campo da arte teatral, podemos verificar interações com a ciência e a tecnologia em diferentes níveis. Não apenas novas tecnologias foram incorporadas à cena teatral, mas também, com Bertolt Brecht, houve a pretensão de incorporar aspectos da metodologia científica aos métodos de criação teatral.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Despertar da Primavera.






fotos do espetáculo estréia. anthropos Cia de Teatro.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Adeus Filamento.


Adeus filamento

por motonline |

E falando em enrolar, foi assim, enrolando, que o Sr. Thomas Edson, dentre tantas outras traquitanas, inventou a “lâmpada”.

Temos que aplaudir a genialidade desse sujeito, contemporâneo de Tesla, Bell e outras grandes figuras. Mas isso foi no ocaso do séc XIX, aurora do XX, e a lâmpada de filamento ainda está aí, firme e forte.

A lâmpada de filamento é um dispositivo excelente para produzir calor e um pouco de luz. Pois na verdade o que acontece na lâmpada é um curto-circuito bem comportado. Olhe bem o fiozinho enrolado lá da lâmpada. Ele, ligado a uma carga, cria uma enorme resistência e como lá dentro da lâmpada não há oxigénio, a coisa toda não pega fogo, mas apenas brilha. Essa é uma explicação rápida e superficial para introduzir o assunto.

Clamarão os tuna dores e enfeitadores: Mas têm os faróis de Xénon!!!

Sim, como direi … o princípio é quase o mesmo, oras bolas! É queima! Acontece que na tal lâmpada de Xénon há Xenônio. Ôpa! Fugiu da aula de química? Azar o seu!

Só pra relembrar, lá no canto direito da tabela periódica há uma fileira de gases nobres, que possuem as órbitas externas de elétrons completinhas, ninguém entra e ninguém sai. Argônio, hélio, neônio, xenônio e outros. É claro que é possível estabilizar outros elementos que tem apenas sete (ou menos) elétrons na última órbita, como é o caso do flúor. Basta meter mais um (ou mais) elétrons lá e temos, por exemplo, um halogênio. Sacaram a semelhança das palavras? Lembraram de alguns tipos de lâmpadas? A ideia era essa … e gases nobres não são aqueles que o sujeito lança no ar quando se empanturra de tranqueiras. Isso são gases S.Nob. Sine Nobili … sem nobreza, como um bom churrasco na laje.

Então, para acender toda essa turma é necessária uma energia considerável. Seja para por fogo num gás ou para por fogo num filamento. Pensando bem é uma tosquice antiquada e gastona.

Mas eis que surge o led. Tá na boca do povo, ou seja, todo mundo fala, mas ninguém sabe direito o que é.

Enquanto os botocudos tamborilavam a bossa-nova na década de 50, as primeiras experiências com o alumínio / arsenieto de gálio (não é nome de comida) eram realizadas por Rubin Braunstein nos laboratório da RCA, ou Radio Corporation of America, em 1955. O Sr. Rubin reparou que esse elemento tinha o hábito de emitir luz infravermelha. Pois bem, a Texas Instruments, em 1962, com os Srs. Bob Biard e Gary Pittman, deram seqüência as recentes descobertas e conseguiram efetivamente emitir luz infravermelha, surgindo assim o primeiro diodo de luz infravermelha. Claro, os parceiros patentearam o treco. E ainda em 1962, a General Eletric, através de seu cientista Nick Holonyak, desenvolveram o primeiro Led com luz visível no espectro sensível ao olho humano. Ou seja, essa coisa vem de longe.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Despertar da Primavera.








Direção: Constantino Isidoro
Assistente de Direção: Robson Parente
Texto: Hugo Zorzette
Preparação de Corpo: Luciana Caetano.
Produção: Raquel Bittencourt
Coordenador de Palco: Diogo
Projeto de Luz: júnior Oliveira


Temporada Despertar da Primavera.

28, 29 e 30 de Junho/2011 - 15 e 20 horas - Teatro Pyguá

01 de julho/2011 - 15 horas - Teatro Pyguá

02 de julho/2011 - 20 horas - Teatro Pyguá

11 e 12 de Agosto/2011 - Teatro Goiânia Ouro

30 de Agosto/2011 - 16 horas - Planaltina-DF

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Projeto Bastidores - 2010












Projeto de Formação de profissionais nas áreas de Iluminação cênica, sonoplastia, cenografia e cenotécnia. duração de 4 meses.

Envelopes - Cia de Teatro Nú Escuro-





Envelopes

RELEASE

O espetáculo conta a história de um carteiro, que no dia do seu aniversário de 40 anos, durante sua jornada de trabalho, recebe uma única e "estranha" tarefa: entregar uma carta. Curiosamente, o destinatário, uma mulher chamada Maria Morena, vive no bairro onde Lopes nasceu. Na tentativa de realizar essa entrega nada comum, é que o bravo trabalhador se depara com histórias de um passado ainda vivo em sua mente. Pessoas amigas, cujas vidas foram transformadas pelo tempo e pelo mundo, mas que ainda o reconheciam. Uma história sobre cidadãos comuns, sobre um homem, sobre seus sonhos, ou delírios. Sobre nós mesmos e sobre o cotidiano, marcado em nós por encontros, desencontros, passagens, realizações e frustações. Com este roteiro, além de discutir questões relacionadas o homem urbano

Envelopes é o nome do novo espetáculo da Cia de Teatro Nu Escuro. Com este novo trabalho, a Nu Escuro, reconhecido por uma obra popular de encenações cômicas em praças e ruas das cidades, se afasta periodicamente desse universo para penetrar em um mundo de bonecos: seres feitos de pano, de madeira, de machê, de gesso, que tomam posse da cena e se tornam suas personagens...

FICHA TÉNICA

Direção: Izabela Nascente
Assistente de Direção: Hélio Fróes
Produção: Milena Jezenka
Assistente de Produção: Lázaro Tuim
Manipuladores: Abílio Carrascal, Adriana Brito, Hélio Fróes, Izabela Nascente, Lázaro Tuim e Marcos Marrom.

Concepção dos Bonecos: Izabela Nascente
Confecção de bonecos: Izabela Nascente, Marcos Lotufo, Marcos Marrom, Renata Faria e Rita Alves.

Cenógrafa: Rô Cerqueira
Cenotecnia: Enoch Moya
Iluminação: Junior de Oliveira
Sonoplastia: Marcone Henrique
Figurino: Mara Nunes e Eliana Santos
Edição de Sonoplastia: Marcone Henrique
Contra regra: Bruno Garajau
Programação Visual: Fábio Franco
Assessoria de Imprensa: Ana Paula Mota
Texto e Dramaturgia: Hélio Fróes e Abílio Carrascal
Argumento: Cia de Teatro Nu Escuro
Musica Original: Testemunha Ocular (Claudim e Lethal)
Vozes: Abílio Carrascal, Adriana Brito, Carlos Nascente, Hélio Fróes, Izabela Nascente, Lázaro Tuim, Marcos Lotufo, Mckeidy Lisita, Milena Jezenka, Rita Alves, Rodrigo Cunha, Rosa Nazareth, Valéria Vieira.

Fotografias do espetáculo: Rubens Cerqueira
Fotografia Slides: Lazaro Tuim, Milena Jezenka e Rô Cerqueira.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ESPETÁCULO DESTERRO - COM RITA ALVES. PROJETO DE LUZ - TEATRO GOIÂNIA OURO.




Despertar da Primavera


Olá!!!

Conto com a sua imprescindível presença e é claro com sua divulgação!!!

beijos







ANTHROPOS COMPANHIA DE ARTE

ABRE TEMPORADA EM GOIÁS



“Despertar da Primavera” um espetáculo que coloca em cena a beleza,

os conflitos e os sonhos da juventude.







TEMPORADA DE ESTRÉIA



Goiânia

Teatro Pyguá - - Centro Cultural Martim Cererê

28 a 30 de Junho - 15 e 20 horas

01 de Julho - as 15 horas

02 de Julho - as 20 horas

Projeto de luz para o Espetáculo " A Mais Forte - Direção Deusimar Gonzaga "- teste no Wysiwyg








A MAIS FORTE

Célia Maria Ribeiro

Neste final de semana fui ao teatro assistir “A mais forte”, peça de August Strindberb, dirigida por Deusimar Gonzaga. Sempre considerei Deusimar um bom diretor, mas nesse trabalho ele conseguiu surpreender e muito. Sua direção está muito boa. Uma leitura psicológica e existencial à altura do texto deste grande autor.
As atrizes Joana Peixoto e Rita Alves estiveram muito bem, com uma carga dramática tocante e na medida. Foi muito prazeroso ver o teatro goiano assim, tão sem ter que tirar o chapéu para ninguém. Claro que pode e deve melhorar. Claro que já vimos trabalhos melhores, mas sem dúvida este espetáculo é coisa de “gente grande”. Da direção ao cenário, iluminação, tudo foi muito bom de ser ver. Tocou-me o resultado profissional.
O cenário enxuto e sugestivo de Júlio Van nos permitiu viajar sem prestar muita atenção no lugar onde se localiza aquela estação de trem. Ela, a estação, como as personagens, insinua uma época, possíveis lugares, mas muito mais importante que isto é o texto tão bem apresentado por Joana e Rita. Junior Oliveira, responsável pela iluminação, enriqueceu as sutilezas e a força dramática que ora uma ou outra atriz representava, num monólogo/diálogo singular. Mais uma vez, parabéns à direção do espetáculo ao colocar as duas atrizes representando um monólogo e, principalmente, quando uma adivinha o que a outra vai falar e fala enquanto a outra atriz dubla sua própria fala. Isto foi uma sensível e inteligente forma de nos permitir ver que o outro é nosso espelho o tempo todo. Por isto até arriscaria a dizer que a peça é sim um monólogo e não um monólogo/diálogo, mesmo quando fala uma ou a outra. Afinal, não estamos, não estivemos, sempre monologando na vida?
Mas gostaria de falar um pouco mais de Joana que me impressionou demais com sua inteireza entre corpo e alma. Ela, atriz pequenina, parecia ainda menor, pelo corpo levemente encurvado como são os corpos das esposas daquela época (que época?), do tipo que abre mão da profissão pelo marido. No entanto, quando assumia o papel da amante, ela crescia fisicamente, particularmente quando colocava a echarpe sobre os ombros. Crescia como, me lembro agora, crescia a personagem Viviane nas Brumas de Avalon. Cresceu também ao se despedir.
Mas quero falar do texto que me impressionou sempre. Sim, é um texto que impressiona. Será que tem a ver com impressionismo Deusimar?
O texto é muito bom e tocou-me além do que eu poderia supor, mesmo que já desconfiasse quando saí de casa rumo ao teatro. Tocou-me como tem me tocado todo trabalho teatral que tenho assistido nos últimos tempos. Não importa o gênero. Foi assim com Hamlet, A loba de Ray Ban, As centenárias ou a Eu, Clarice. Tenho me emocionado demais é com o teatro. Mas com “A mais forte” a emoção foi diferenciada. Participei da primeira montagem, há mais de dez anos atrás. Isto me levou a outras reflexões além da própria peça.
Sempre gostei do teatro e até fiz alguns trabalhos nesta área e o sonho de assumir este ofício de forma sistemática vive me rondando, mas ultimamente isto tem sido mais forte. Escrevendo este texto, que deveria ser só algumas impressões acerca deste espetáculo, me vejo olhando para mim mesma. Se antes eu me emocionava em comédias ou dramas, era por sentir o amor e o sonho daqueles que fazem deste ofício tão trabalhoso, a razão maior de suas vidas. Na “mais forte”, chorei copiosamente após a apresentação. Vim chorando até em casa. Chorei pela beleza do texto, pela montagem tocante, intrigante, pela evolução do teatro goiano, pelo significado social do teatro, mas principalmente porque esta peça é emblemática para mim.
Participei de sua primeira montagem feita por Deusimar. E ao assisti-la agora senti que traí meu sonho e meu amor pelo teatro. Compreendi então que tenho chorado por ter abandonado o sonho e o amor maior desta vida. Quem sabe até de outras.
____________________
1. Célia Maria Ribeiro é socióloga, mestre em Ciências Sociais, especialista em Psicologia Transpessoal e professora aposentada da Universidade Federal de Goiás, onde atuou por vários anos como consultora interna de Desenvolvimento Humano (cmribeiro@cultura.com.br)

terça-feira, 6 de julho de 2010

LED


O LED (Light Emitting Diode/ Diodo Emissor de Luz) é um diodo semicondutor que quando energizado emite luz visível. A luz não é monocromática (como em um laser), mas consiste de uma banda espectral relativamente estreita e é produzida pelas interações energéticas do elétron. A cor, portanto, dependente do cristal e da impureza de dopagem com que o componente é fabricado. O led que utiliza o arseneto de gálio6 emite radiações infra-vermelhas. Dopando-se com fósforo, a emissão pode ser vermelha ou amarela, de acordo com a concentração. Utilizando-se fosfeto de gálio com dopagem de nitrogênio, a luz emitida pode ser verde ou amarela. Hoje em dia, com o uso de outros materiais consegue-se fabricar leds que emitem luz azul, violeta e até ultra-violeta. Existem também os leds brancos mas esses são geralmente leds emissores de cor azul revestidos com uma camada de fósforo do mesmo tipo usado nas lâmpadas fluorescentes que absorve a luz azul e emite a luz branca. Com o barateamento do preço, seu alto rendimento e sua grande durabilidade, esses leds tornam-se ótimos substitutos para as lâmpadas comuns e devem substituí-las a médio prazo.
Existem também os leds brancos chamados RGB (mais caros), que são formados por três "chips", um vermelho (R de red), um verde (G de green) e um azul (B de blue). Uma variação dos leds RGB são leds com um microcontrolador integrado, o que permite que se obtenha um verdadeiro show de luzes utilizando apenas um led. A potência necessária está na faixa típica de 10 a 150 mW, com um tempo de vida útil de 100.000 ou mais horas.
Devido ao baixo consumo de energia e grande durabilidade os Leds estão conquistando cada vez mais espaço e alterando o formato do refletores utilizado nos teatro e shwos. Equimentos como Lâmpada Par, elipsoidal , Fresnel, moving light e outros estão recebendo esta Lâmpadas de Led e invadindo o mercado. Com a necessidade de diminuir consumo de energia por questões ecologica os Led se renovam e são aprimorados para se adaptar as demandas dos eventos artisticos.
Hoje o maior desafio dos Led e conseguir maior potência para atender de fato as necessidade do iluminadores, mas ja é possivel encontrar varios desde equipamentos disponiveis no mercado.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A Energia Eletrica para A Iluminação




Comparando com a época que a iluminação artificial começou a ser utilizada até os dias atuais, muita coisa mudou. Foi constatada uma enorme evolução na indústria da iluminação no séc. XX. A primeira lâmpada comercial criada por Thomas Edison, aos poucos foi tomando posição na vida das pessoas da época.
Houve resistência à novidade, pois já era comum o uso de lampiões a gases e vapores em residências pois acreditava-se que estes eram suficientes e atendiam as necessidades do mundo. E ao contrario do que se pensava já havia no fim XIX um sistema de iluminação publica: as Lâmpadas de Arco, que eram compostas por dois eletrodos de carvão por onde passava uma descarga elétrica que produzia uma luz intensa e branca. Esta lâmpada era também muito utilizada em navios para auxiliar na navegação. Contudo o grande problema desta lâmpada era a grande quantidade de luz produzida, o que inviabilizava sua instalação em ambientes residenciais e comerciais.
Portanto a primeira lâmpada disponível para uso residencial foi a de Thomas Edison, que produzia uma luz amarelada e fraca como a de uma vela, foi considerada a primeira lâmpada comercial viável.

No Séc. XX toda a movimentação de transformação da linguagem teatral a partir da revitalização da teatralidade, gerou uma permanente busca por inovações no fazer teatral, aperfeiçoamento da magia e ilusão da cena, a construção imagética do espetáculo. E a iluminação aliou-se a cenografia para povoar o espaço cênico.

Na Europa da virada industrial, onde as cidades e seus teatros foram transformados pela luz elétrica, e onde artistas do final do século passado haviam acompanhado toda esta evolução, e que trabalhavam nos importantes centros Europeus, viram de perto toda a potencialidade desta chama revolucionaria que entrava para o palco como um divisor de águas.
A lâmpada elétrica de alta potencia (1000wats) introduzida em 1930, aliada as lei da física óptica com lentes de vidro fez nascer equipamentos altamente sofisticados para a época, enormes mudanças aconteceram, os cenários reais comuns em apresentações nos palácios e jardins foram substituídos por outros especialmente construídos para a cena, o palco foi inundado por magia, truques e recursos ilusionistas surpreendentes que excitaram a imaginação das pessoas que assistiam os espetáculos.
O desenho de luz cênico com sua capacidade de atmosferizar, marcar, isolar, recortar, criar forma e volume ao ator e a cenografia, faz desenvolver a tecnologia operacional da iluminação cênica. A iluminação torna-se parceria ideal para movimentar a cena, dar ritmo aos elementos visuais do espetáculo.

Iluminação - Inicio da Lâmpada Eletrica


• Iluminação Artificial :



A historia da humanidade nos permiti concluir que ao longo do tempo fomos criando profissões para solucionar problemas que fizemos surgir através dos séculos. E aos poucos fomos denominando-as como são hoje: engenharia, arquitetura, medicina, entre outras, e atualmente aqui neste nosso estudo as de iluminadores, sonoplastas, cenógrafos.

A revolução industrial iniciada no séc. XVIII remodela as cidades européias criando os ambientes fabris. Eram ambientes inadequados com pouca luminosidade. Dá-se ai necessidade de modificar estes ambientes criando melhor luminosidade para o trabalho. A jornada exaustiva das maquinas pesada e a dificuldade visual dificultava o trabalho. Nasce neste momento um novo ramo de atividade especializada denominada mais tarde de Engenharia da Iluminação.
Começamos a sistematizar de forma cientifica o estudo da iluminação, o que, para tanto, o advento do surgimento da energia elétrica contribui de forma expressiva. Os estudos de Charles François Du Fay em 1733 na identificação de duas forças na energia elétrica: uma da atração e outra da repulsão, mais tarde em 1750 estas observações foram organizadas por Benjamin Franklin que atribui sinais positivos e negativos para distinguir os dois tipos de cargas apresentados nos estudos de C F Du Fay, Aliados ao Estudo de Alessandro Volta em 1800 com a pilha elétrica ou bateria, que logo outros pesquisadores transformaram em fonte de corrente elétrica para aplicação prática. Nesta crescente onda de desenvolvimento no séc. XIX surgi Thomas Edison que em 1872 inventa a lâmpada incandescente. Que consiste em uma haste muito fina de carbono ( carvão) inserida numa ampola de vidro onde havia sido formado vácuo. Quando a corrente elétrica passava por esta haste aquecendo-a até quase o ponto de fusão ela passava a emitir luz.

O séc. XIX é marcado por um grande desenvolvimento científico tecnológico. As pesquisas a cerca da energia elétrica desenvolvem estudos em áreas diversas. Vários pesquisadores surgem com novos estudos para servir a humanidade. A era do desenvolvimento tecnológico deixa contribuições como: interação entre eletricidade e magnetismo, a formação da teoria do circuito elétrico e o princípio da lei de Ohm (diferença de potencial volts – resistência elétrica – intensidade), indução magnética entre bobina – principio do transformador, experimentos eletromagnético, a existência de ondas eletromagnéticas onde anunciam que a própria luz é uma forma de eletromagnetismo, a invenção da primeira lâmpada comercial viável por Thomas Edison,
sistemas de distribuição de energia elétrica e a implementação dos primeiros sistemas de iluminação urbana, entre outras.

No inicio do Séc. XX a Engenharia Elétrica é uma realidade. Está consolidada a profissão do Engenheiro Elétrico, mais tarde com o desenvolvimento da Válvula, transistores e os circuitos integrados, viram-se com outro grande avanço no campo da eletrônica. Começa a diferenciar a engenharia elétrica de potência da eletrônica. Desenvolveram-se os estudos da telecomunicação e a ciência da computação, mais tarde os supercondutores trazem novas possibilidades, estas novidades vão os poucos modelando nossas vidas modernas.
Diante de tantas inovações na tecnologia a lâmpada de Thomas Edison evolui, surgem outras de formas variadas, tecnologia mais avançadas como as lâmpadas tungstênio, lâmpadas de gases como as fluorescentes ou vapores como as de vapor sódio e vapor de mercúrio, multivapores metálicos e atualmente as lâmpadas de leds, que trazem como uma das novidades o baixíssimo consumo de energia.
A engenharia da iluminação do séc. XIX começou a progredir e se transformar e conquista outros espaços. A energia elétrica possibilita muitos avanços e a arte em todas a suas linguagens vai se aproveitar destes avanços. Junto com tantas descobertas tecnológicas a iluminação artificial iria sair das ceras, dos gases, dos óleos e entrar no mundo da energia elétrica.
Assim nasce a iluminação artificial no mundo de eletricidade que caminha e evolui para chegar ao modelo técnico que dispomos hoje em nossos dias.

terça-feira, 31 de março de 2009

Luz cega, Porque não sabe ver


Apesar das inovações de equipamentos e das alianças com as tecnologias digitais, penso que a iluminação cênica chegou num limite e não faz senão repetir o que os olhos já cansaram de ver, sobretudo no que diz respeito ao palco italiano. Persistem ainda os conceitos herdados da pintura, as sugestões da arquitetura, da fotografia e do cinema, em termos de composição visual e de luz vinculada à estrutura narrativa, à câmera, ao discurso da imagem e da literatura. Há muitos espetáculos em que a luz é entendida como ilustração de alguma coisa ou então como recurso de coesão do espetáculo, como se fosse de fato um editor. Os abusos da cor, das mutações, dos efeitos criados em função do olhar externo, têm feito da luz cênica um espetáculo à parte, um setor autônomo e separado da produção, entregue à responsabilidade de designers com suas idéias, leituras e interpretações sobre a cena. Por mais que se busque integrar a luz à cena, ainda resulta numa colagem, uma re-leitura, numa sobreposição de uma coisa à outra. Não é uma luz que troca matéria, energia e informação com a cena, em tempo real, a partir daquilo que a cena traz de vivo, através de si mesma. Será esse o papel da luz no teatro? Um artifício
para produzir ilusões? Para manipular a informação visual e controlar o olhar externo? Tenho minhas dúvidas. Acho que tudo isso provém de umconceito de que teatro é produto (para não dizer mercadoria) com embalagem, seguindo as tendências da moda, os mais sofisticados meios de produção, a busca de excelência técnica para melhor atender o freguês. Isso pode ser “iluminação”, um meio artificial desenvolvido para os mais diversos fins, a exemplo da iluminação pública, de museus, fachadas, monumentos, hospitais, shoppings, etc., mas definitivamente não tem nada a ver com a conexão luz-cena. A cena é evolutiva, inconstante, viva, orgânica. Cada movimento minúsculo do ator inaugura um novo tipo de espacialidade, subtrai sombras e instala brilhos nas superfícies visuais do corpo, cria pontos de absorção e reflexão diferentes do estado do corpo há um milésimo de segundo atrás. Tempo e espaço tornam-se vivos, em presença da percepção externa. A luz não é um arranjo pré-estabelecido, morto, estático, que acompanha a cena de tempos em tempos, de acordo com as chamadas “mutações” (há montagens que fazem questão de dizer que possuem centenas de mutações (!), como se isso fosse o suficiente para justificar o estado vivo da luz). De fato, as mutações dão dinamismo ao espetáculo, tornando-o vivo. Mas não estamos nos referindo ao espetáculo vivo, mas às cenas vivas. Não há corpo vivo sem órgão vivo. A luz é um organismo vivo, composto de radiações eletromagnéticas e comprimentos de onda que “dialogam” com os corpos vivos da cena.O teatro pós-dramático (cf. Lehmann, 2007), ao falar de uma dramaturgia pós-dramática e conseqüentemente de uma cena pós-dramática, talvez sirva de referência para um novo conceito de luz cênica, não mais baseado na luz pictórica e cinematográfica do teatro dramático – profundamente influenciada
pelas vanguardas do século XX, notadamente o expressionismo – mas num conceito mais simples de que luz e cena caminham juntas, de modo co-evolutivo. Em outras palavras: a luz é a cena, está na cena, confunde-se com ela. Trata-se, pois, de um componente invisível – exatamente o contrário do que se tem visto na prática --, que acompanha o fluxo da unidade dramática viva.

domingo, 22 de março de 2009

TEMPERATURA DE COR




No instante que um ferreiro coloca uma peça de ferro no fogo,esta peça passa a comportar-se segundo a lei de Planck e vai adquirindo diferentes colorações na medida que sua temperatura aumenta. Na temperatura ambiente sua cor é escura,tal qual o ferro, mas será vermelha a 800 K, amarelada em 3.000 K, branca azulada em 5.000K.Sua cor será cada vez mais clara até atingir seu ponto de fusão.Podese então, estabelecer uma correlação entre a temperatura de uma fonte luminosa e sua cor, cuja energia do espectro varia segundo a temperatura de seu ponto de fusão. Por exemplo, uma lâmpada incandescente opera com temperaturas entre 2.700 K e 3.100 K, dependendo do tipo de lâmpada a ser escolhido. A temperatura da cor da lâmpada deve ser preferencialmente indicada no catálogo do fabricante.
A observação da experiência acima indica que, quando aquecido o corpo negro(radiador integral) emite radiação na forma de um espectro contínuo. No caso de uma lâmpada incandescente, grande parte desta radiação é invisível, seja na forma de ultravioletas, seja na forma de calor (infravermelhos), isto é, apenas uma pequena porção está na faixa da radiação visível, motivo pelo qual o rendimento desta fonte luminosa é muito baixo. Quanto maior for a temperatura, maior será a energia produzida, sendo que a cor da luz está diretamente relacionada com a temperatura de trabalho (mais fria quanto maior for a temperatura).Um aspecto importante é que a temperatura da cor não pode ser empregada isoladamente e sim em conjunto com o IRC, mas independentemente deste aspecto, aceita-se que cores quentes vão até 3.000K, as cores neutras situam-se entre 3.000 e 4.000K e as cores frias acima deste último valor. As cores quentes são empregadas quando se deseja uma atmosfera íntima, sociável, pessoal e exclusiva (residências, bares, restaurantes, mostruários demercadorias);as cores frias são usadas quando a atmosfera deva ser formal,precisa, limpa (escritórios, recintos de fábricas). Seguindo esta mesma linha de raciocínio, conclui-se que uma iluminação usando cores quentes realça os vermelhos e seus derivados; ao passo que as cores frias, os azuis e seus derivados próximos. As cores neutras ficam entre as duas e são, em geral, empregadas emambientes comerciais.

ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DE COR - IRC




O índice de reprodução de cor é baseado em uma tentativa de mensurar a percepção da cor avaliada pelo cérebro. O IRC é o valor percentual médio relativo à sensação de reprodução de cor, baseado em uma série de cores padrões. Para indicar de forma consistente as propriedades de reprodução de cor de uma fonte de luz, idealizou-se um índice de reprodução de cores padrões (no caso 8) sob diferentes iluminantes. O método de avaliação, numa explicação bem simplificada, consiste na avaliação das cores padrões, quando submetidas à luz da fonte a ser analisada e sob a luz de uma fonte de referência que deveria ser um corpo negro(radiador integral), que apresenta um valo de 100%. Costuma-se, então, afirmar que está relacionado com a lâmpada incandescente, pois esta tem um comportamento próximo ao do radiador integral. Então se uma fonte luminosa apresenta um índice de 60%, este está relacionado como radiador integral que é de 100%. Isto é verdade em parte. Como a percepção varia segundo o indivíduo e suas experiências anteriores, nem sempre esta avaliação corresponde à realidade. Para facilitar o esclarecimento, é costume, entre os fabricantes, a apresentação de uma tabela que informe comparativamente o índice de reprodução de cores, a temperatura de cor e a eficácia ou eficiência luminosa.Um IRC em torno de 60 pode ser considerado razoável, 80 é bom e 90 é excelente.Claro que tudo irá depender da exigência da aplicação que uma lâmpada deve atender. Um IRC de 60 mostra-se inadequado para uma iluminação de loja, porém, é mais que suficiente para a iluminação de vias públicas.

Princípios Básicos



O método mais comum de iluminar num palco é chamado o Sistema de McCandless. Stanley McCandless escreveu sobre este método em 1932 no livro: UM Método de Iluminar o Palco. O método dele pode não ser um método definitivo, mas é um sistema bastante útil.

O método pode ser descrito como um sistema de 3-pontos. São colocadas duas instalações de iluminação na frente do objeto (ator/Atriz) e uma instalação atrás. As luzes dianteiras, direita e esquerda ficam situadas a um ângulo de 45-grau do objeto (ator/Atriz)e a uma altura igual a um ângulo de 45-graus sobre o objeto (ator/Atriz). Estas posições fazem com que objeto (ator/Atriz) pareça natural e tenha forma em 3-dimensões. As sombras causadas pelos ângulos dos refletores provêem da definição da forma do objeto, sem causar sombras profundas e escuras debaixo das sobrancelhas, nariz ou queixo. O local e o ângulo também permite visibilidade quando o objeto (ator/Atriz)vira a cabeça de lado a lado.
Cor e intensidade acrescentadas às luzes dianteiras proverão visibilidade e definição. McCandless recomendou usar uma cor quente em um e cor fria no outro . As cores misturam entre si, e o aparecimento natural do contraste proverá definição.
A terceira luz será colocada atrás e alto em cima o objeto (ator/atriz) sem estar em cima diretamente ou ofuscar os olhos das pessoas na plateia. O contra-luz causa no objeto uma sensação de afastamento em relação a pano de fundo.dando cortono no ator/atriz ao iluminar a parte de trás da cabeça e topo dos ombros. A cor do contra luz depende das suas intenções.
“Eu preciso de mais do que as três instalações?” Sim, a menos que seu objeto seja um orador que está em um pódio e nunca se move. Baseando-se nas instalações de iluminação e alturas do auditório, você deverá considerar a área coberta por um único grupo de três-ponto de instalações. Então, você precisará de várias instalações colocadas uniformemente pelo palco, com intervalos, para cobrir inteiramente a área utilizada. Isto representa a forma ideal de distribuição de equipamento no espaço. As realidades não são frequentemente ideais.
Se você quiser mais cores poderá ter que dobrar ou triplicar o número de refletores focalizado em nesta área.
Iluminação adicional será exigida para iluminar um fundo, cortina ou paisagem; e criar efeitos que realçam uma área específica ou ação que não será coberta pela “área” da luz geral, ampla.

Varas e Pontos de Luz





Sabendo-se que tudo no teatro deve ser móvel, as varas de luz também devem trabalhar com esse conceito. Mas se resolvermos utilizar pontes fixas para iluminação frontal, temos que projetar o seu acesso através da cabine de controle de iluminação cênica, com alternativas para acesso pelo fundo do palco. Em qualquer dos casos, a angulação de 45 graus deverá ser observada, concebida através de distância e altura iguais da emissão do facho de luz do refletor ao objeto que será iluminado (ver ilustração). A distância entre as varas ou pontes de luz de um teatro deve variar sempre entre 1,50m (para teatros pequenos) a 2,50m (para teatros grandes). As varas de luz frontais devem atender uma ao proscênio e outra à boca de cena. As varas de luz de dentro do palco devem atender: ciclorama, contra luz de fundo, contra luz do palco, contra luz do proscênio, frente do palco baixo, fundo do palco alto e especiais (zenitais...). A primeira vara de dentro do palco deve ser localizada sempre a 40cm da cortina de boca. É importante deixar claro que os espaços centrais das varas de luz não devem ser obstruídos pelos cabos de sustentação, pois é o ponto principal para a colocação de refletores.